Gosto muito de jogos extremamente difíceis. O estímulo para começar esse blog veio de um deles. Não gosto necessariamente de jogá-los, já que não tenho nenhuma paciência e uma baixíssima tolerância a frustração. Apesar disso acho sempre divertido ver vídeos no tubo com pessoas jogando esse títulos.
Alguns desses jogadores se destacam pela comicidade dos seus reviews como o Angry Video Game Nerd.
Como o nome dele já diz, o AVGN é um jogador que se irrita facilmente jogando e faz isso de uma maneira muito cômica. Os vídeos dele são principalmente de reviews de jogos antigos, inicialmente só os de Nintendo e depois outros consoles. Um dos vídeos mais engraçados dele é o do Silver Surfer.
Com o surgimento de jogos multiplayer via lan e via internet, a competitividade entre os jogadores aumentou consideravelmente. Isso associado com a formação de clãs e eventual dinheiro de patrocinadores permitiu que os jogos fossem levados um pouco mais além da simples diversão.
Na Korea, em especial, o buraco é ainda mais embaixo. Certos jogos, principalmente do gênero RTS (como Starcraft), são verdadeiras profissões, ou seja, pessoas vivem de jogar computador. Os Pro Gamers, abreviação de professional gamers, disputam campeonatos que são transmitidos na televisão e são verdadeiras celebridades. Apesar de parecer fácil, esses caras tem uma rotina pesada de aproximadamente 10 horas diárias de prática, que é o mínimo necessário para poder ocupar boas posições nas ligas.
Em questão de dinheiro, eles recebem patrocínio de grandes marcas da computação como Intel e AMD e, em adição, recebem prêmios perto de 20.000 dólares. Dependendo do evento, o valor da bonificação pode ser menor ou maior, pois existem campeonatos mais locais, outros mais abrangentes e eles podem ser realizados online e offline.
Para ilustrar a situação, mostro um vídeo (do meu jogo favorito: Warcraft), que mostra uma parte da vida do clan SK em que 4 membros foram para Korea praticar. Lá eles dividiram um apartamento no subúrbio e descrevem a rotina do dia-a-dia deles. Um deles diz que é possível ganhar 100.000 dólares por ano se você for, é claro, o melhor.
Apesar de tudo, infelizmente, todos os players do vídeo estão retired, em outras palavras, pararam de jogar. Isso é muito comum devido a grande pressão, competitividade e incerteza de tal profissão.
Como não poderia deixar de citar, a profissão gamer é muito mais comum entre os homens, mas existem garotas que se arriscam nessa vida. O maior exemplo que conheço é a TossGirl, que joga Starcraft. O pior de tudo é que ela não é feia.
O nível das mulheres nos games está bem abaixo, não digo isso por machismo, é mero fato. No entanto, a TossGirl chegou a ganhar de um grande player masculino chamado Boxer. Dizem, porém, que ele estava em bad shape.
Lembra que o acessório indispensável para o seu Wii era o Wii Pole Dancing. Não é mais. Você com certeza vai querer comprar o Wii Fit para a sua namorada depois de ver esse vídeo.
Se você for feminista (ou outra coisa) e se sentiu ofendido com o vídeo acima, experimente a versão masculina e se ofenda ainda mais.
Seguindo a onda dos jogos de dança, vi esse video interessante sobre Guitar Hero para Nintendo DS.
Você conta com um acessório suporte que é acoplado no DS que possui os botões do jogo. Além de pressionar os botões, você deve palhetar a tela para tocar efetivamente as notas.
Outra coisa legal é o modo multiplayer onde é possível fazer a guitarra do oponente pegar fogo, de modo que ele tenha que soprar o videogame para apagá-la. Também dá para mandar uma camisa que ele deve autografar para continuar jogando.
Enfim, esses e os demais recursos interativos podem ser vistos no video abaixo:
Pure Pwnage é uma série muito legal cujo assunto principal são games. Jeremy é um pro gamer fanático que conta com a ajuda de seus colegas Kyle, Doug, Dave e Tagi. Ao longo dos episódios são discutidos vários aspectos filosóficos dos games como a rivilidade entre as modalidades de jogos e entre pros e noobs.
Cada personagem da série segue um esteriótipo de gamer: Jeremy é obcecado por RTS (Real Time Strategy), Doug por FPS (First Person Shooter) e Tagi, namorada de Jeremy, joga o gênero MMO (Massive Multiplayer Online). O tipo de jogo que cada um joga reflete de alguma maneira a sua personalidade: Jeremy é totalmente estrategista e competitivo, Doug tem um comportamento agressivo e irracional, Tagi é humilde e joga por diversão.
Os primeiros episódios seguem uma linha baseada em pensamentos aleatórios sobre games e, após a série ter feito sucesso no youtube e no site oficial, os personagens passaram a ter poderes sobrenaturais e surgiram vilões para combater. Além disso, o enredo inclui várias piadas bastante específicas, muito engraçadas ao meu ver, que só quem tem uma certa noção de jogos consegue entender.
A seguir, vou citar alguns episódios que englobam bem os elementos de Pure Pwnage.
Episódio 2:
Jeremy decide entrar em terras desconhecidas ao sair de casa para investir em mulheres. É bastante interessante como ele usa conceitos do RTS como build order, rushing, micro, watching replays, etc para fazer várias piadas.
Episódio 6:
Jeremy volta a ver uma menina que ele tinha gostado no episódio 2. O pequeno detalhe é que ela joga MMO, o que choca ironicamente com o fundamentalismo dele por RTS. Depois, ela acaba marcando um encontro em um local desconhecido que Jeremy descobre posteriormente que se trata de um lugar em World of Warcraft.
Para o restante dos episódios e maiores informações: Pure Pwnage
Na minha opinião, e na de muita gente, Super Nintendo foi o melhor videogame já lançado. Talvez por ter sido o que mais joguei, ou porque todos os meus colegas tinham. Ou simplesmente pela quantidade de jogos incríveis. Muitos desses são clássicos e começaram e sua saga nesse console, ou pelo menos passaram por ele. Alguns exemplos são Super Mario World, Super Metroid, Final Fantasy, The Legend of Zelda, Donkey Kong e inúmeros outros.
Abaixo você pode ver uma compilação de cem jogos de Super Nintendo em dez minutos.
Dos cem jogos só consegui reconhecer quarenta e sete. Sei que não dava pra colocar todos os jogos só em 10 minutos (ou dava?), mais alguns muito bons ficaram de fora como Terranigma, Goof Troop e Illusion of Time.
Outros vídeo no mesmo estilo podem ser encontrados buscando por 100 games 10 minutes no Youtube.
O post de hoje é uma homenagem a você que se considera o melhor jogador do bairro, da rua ou prédio e acha que por isso ninguém no mundo consegue te vencer. A grande verdade é que tem sempre um koreano ou americano nerd que faz coisas que você nem sequer imagina. De alguma forma, ele humilha os chefes, usa alguns bugs secretos, se esquiva de todos os inimigos de maneira extraordinária e tem a timeline completa do jogo na cabeça.
Difícil imaginar alguém fazendo tudo isso? Basta conferir o speed guide do seu jogo predileto (geralmente, para encontrá-lo basta digitar o nome do game seguido de uma tag tipo “speed”). Existem vários entusiastas desse ramo em que o objetivo é simplório: zerar o jogo com o menor tempo possível.
Super Mario 64 com certeza é conhecido por muita gente aqui, e marcou (pelo menos pra mim) a entrada dos videogames na era 3D. Perdi muitas horas para coletar as 70 estrelas necessárias pra passar da escada sem fim, que era um tanto assustadora por sinal. Nunca imaginei que esse jogo seria mutilado dessa forma e, até algum tempo atrás, sequer sabia que era possível zerá-lo pegando nenhuma estrela.
Na verdade só e possível tecnicamente. Nenhum humano com apm abaixo de 200 consegue fazer isso. Mas usando uma técnica muito conhecida entre os gamers, chamada tas (tool-assisted speedruns), onde o jogo é jogado frame a frame, constantemente salvo e o personagem é controlado pela máquina através de emuladores, dá pra fazer muitas coisas impossíveis, como essas do vídeo.
O cara também abusa de muitos bugs no jogo, mas isso não torna o speedrun menos interessante. Na verdade é até legal ver clássicos do vídeo game dessa perspectiva, principalmente pra aspirantes a desenvolvedores de jogos.
Essa versão já está com o tempo tão apertado, que são contados frames ao invés de segundos. Na página do tas ele explica detalhadamente quantos frames economizou da versão anterior e como fez isso. Provavelmente a versão sem chaves deve sair em algum tempo e, finalmente, não haverá mais como encurtar esse jogo.
Outros tases podem ser visto aqui, com destaque para os de Super Mario World e Super Mario World “small only”, onde o jogo e zerado todo com o Mário pequeno e sem a ajuda do Yoshi.
Muitas vezes quando travamos em um jogo dizemos que esse é o jogo mais difícil do mundo. Quase sempre é exagero. Dessa vez dá pra falar com tranqüilidade. Esse é o jogo mais difícil do mundo.
Em I wanna be the guy, você controla um pequeno garoto chamado The Kid, que saiu de casa no seu aniversário de 15 anos para tentar se tornar The Guy. Seria somente mais uma aventura normal de qualquer garoto, senão fosse o caminho, muito mais difícil que qualquer outro.
O jogo possui armadilhas escondidas em toda parte, maçãs e raios que caem em direções aleatórias além de plataformas falsas e invisíveis. As dificuldades vão de medium a impossible, não reparei muita diferença entre elas, a não ser a quantidade de saves e a proximidade necessária para ativar uma armadilha. No medium consegui chegar até o primeiro chefe, Mike Tyson, demorei algumas horas e morri 248 vezes.
Há muitas referências a personagens de jogos de Super Nintendo e Nintendinho, como o Ryu, o Link de The Legend of Zelda, um Zangief verde, que mais parece o Hulk, imitando o Kraid de Super Metroid e Castlevania: Symphony of the Night, com uma aparição do próprio Drácula, o que trás várias lembranças.
No Youtube há uma série de vídeos mostrando o jogo completo no very hard. Vale a pena conferir pelo menos a primeira parte, porque só assim é possível entender o que eu estou tentando explicar.