Há muitas competições importantes sobre jogo eletrônicos por aí, não peça exemplos, eu não conheço nenhum, só sei que elas existem. Entretanto, isso está longe de ser suficiente para vermos uma competição de Counter Strike nas olimpíadas. Para isso precisamos primeiro que videogames sejam reconhecidos como esporte.
Sendo pouco rigoroso, para incluir todas as modalidades, podemos definir esporte como uma competição entre um ou mais times que envolve um conjunto claro de regras. Claro que há o risco de adicionar adedonha, palavras cruzadas e jan-ken-po a essa lista. Não que hipismo, xadrez e bocha mereçam mais do que eles.
Uma coisa que poderia impedir que videogames fossem elevados à categoria de esporte é a grande quantidade de títulos e estilos disponíveis. Afinal criar um esporte tradicional é simples. Uma bola e um conjunto de regras básicas já são suficientes, primeiro item as vezes é até dispensado. Mas no caso dos videogames as regras são muito mais complexas e não há consenso nenhum sobre elas. Ou jogar Counter Strike é a mesma coisa que Warcraft?
Para isso precisaríamos de uma espécie de Pentatlo pós-moderno, com um first person shooter, um real time strategy, um Sonic e outros dois quaisquer, ou algo semelhante a Mario Party e Wario Ware. Complicado escolher quais títulos de cada um desses serão usados na competição, exceto para o Sonic que só os primeiros são bons. Uma solução melhor seria criar competições de jogos simples e clássicos, como tetris ou snake, isso impediria as produtoras de se esfaquearem para ter o seu jogo na próxima Copa do Mundo.
Conseguindo isso falta que o esporte seja “… praticado por homens em pelo menos 75 países e em quatro continentes, e por mulheres em pelo menos 40 países e em três continentes” [Wikipédia]. Essa parte já está garantida, não precisa nem dizer.
Finalmente um pedido deve ser formalizado a sabe-deus-qual-órgão-responsavel para a inclusão dessa modalidade esportiva nas olimpíadas. Aqui começa a ficar complicado, mas nada que não possa ser feito.
Pronto! Com essas simples soluções viáveis tudo ficou muito mais fácil, para vermos a minha modalidade favorita nos próximos jogos olímpicos basta organizar videogames como um esporte, regulamentar o jogo como um e descobrir como é o processo para adicioná-lo à lista de jogos olímpicos para então fazê-lo. Isso é claro se conseguirmos convencer o resto do mundo que videogames não transformam crianças em assassinos psicopatas.
Ps: Eu NÃO acho que videogames devem ser considerados esportes, quanto mais olímpicos, o post foi feito somente para refletir sobre o assunto em resposta a essa pergunta. Claro que eu não ligaria de ver uma disputa de tetris nas olimpíadas.
9 Agosto, 2008 às 10:39 pm |
Zeus já concerteza se incomoda em ver volei em sua homenagem e de seus companheiros do Olimpo, imagina uma competição de videogame.
To zuando, eu sei que Olimpíadas não celebram mais os deuses gregos a, não sei ao certo, muitos anos (muitos mesmo).
Mas concordo com o autor do post. Eu não vejo videogame como um esporte (nem xadrez). Mas o mundo evolui né “veéio”, tudo dependerá da opnião dos nossos filhos.
Abraços.
10 Agosto, 2008 às 12:04 am |
Exemplos de jogos que tem campeonatos: Counter Strike, Warcraft 3, Starcraft.
Só acho que não vai dar pra satisfazer a parte do “e por mulheres em pelo menos 40 países e em três continentes”. As meninas jogam jogos que não entram em competições, tipo (MMORPGs ou The Sims)-like…
Além disso, pro gamers não tem muito bem um visual “Gods would be proud of me”.
10 Agosto, 2008 às 12:50 am |
O problema aqui seria escolher um jogo suficientemente genérico, ou um conjunto de diferentes jogos, para poder agradar todo mundo. Não daria para fazer uma competição de cs outra d warcraft outra d starcraft…
Esse idéia de deuses já acabo a mto tempo cara, só os católicos nao perceberam ainda, como josmar disse.