Wikigame

31 Maio, 2008

Todo mundo sabe, ou pelo menos é capaz de imaginar, que desenvolver um jogo no mínimo decente não é tarefa muito fácil. Muitos profissionais, das mais diversas áreas, são envolvidos no projeto. Isso torna impossível fazer um jogo sozinho, já que você vai ter que ser programador, roteirista, modelador e com dinheiro nenhum só resta apelar para a boa vontade alheia.

Dificilmente isso dá certo, um dos raros casos que funcionou é do jogo Dead Wake. A produção desse jogo é toda feita juntamente com os jogadores. No fórum deles há uma seção de sugestões para quem está participando. Uma simples sugestão pode não parecer muita coisa, mas dificilmente, até mesmo entre jogos opensource, os jogadores podem acompanhar ativamente o desenvolvimento do seu produto. Claro que sugestões eu também consigo, mas o game cresceu e os palpiteiros se tornaram desenvolvedores.

Leia o resto deste post »


OpenGL Tutorial – Parte 1

30 Maio, 2008

Demorou um pouco, mas finalmente consegui começar esse tutorial. Na verdade ele não começou ainda. Nesse post vou somente fazer uma introdução básica ao OpenGL e algumas considerações.

Quero mais uma vez deixar bem claro que esse tutorial é experimental. Eventualmente algum erro será encontrado, seja numa implementação ou explicação, esse erro será corrigido o mais breve possível. Também não poderei garantir que o código criado fará o que se propõe da melhor forma possível.

Agora vamos ao que interessa.

Leia o resto deste post »


O Grande Inexistente Mercado de Jogos

25 Maio, 2008

O Espírito Santo não é conhecido pelo seu grande mercado de jogos. Também não é conhecido pela sua moqueca (muqueca?) nem pela panela de barro. Mas aí a culpa já não é nossa.

Apesar do baixo investimento algumas empresas capixabas são capazes de se destacarem. Um exemplo é a Interama Games. O site deles não é muito movimentado. Pelo que vi eles só tem um jogo completo o Lex Venture, o que já é suficiente pra ganhar alguns prêmios e render contratos de distribuição. Um deles foi com a Big Fish que é bem conhecida entre jogadores casuais.

Leia o resto deste post »


Conceptis Puzzles

24 Maio, 2008

Segundo alguns eu só gosto de jogos ”consumíveis”. Realmente é muito bom poder jogar algo sem se preocupar com quanto tempo vou precisar pra terminá-lo, ao invés de se amarrar por horas a somente um jogo.

Nessa onda de jogos casuais, os que mais me interessam são os puzzles. Alguns como 3D Logic, Shift e Excit são indispensáveis para quem curte o estilo. Mas há também aqueles puzzles de revista, conhecidos como “Jogo de Velho” (não confundir com Jogo da Velha).

O site Conceptis Puzzles é especializado nessa área. Lá não há palavras cruzadas nem caça-palavras, mas sim clássicos como Sudoku, Kakuro, Batalha Naval, Ligue os Pontos e muitos outros. Além de alguns que eu não conhecia, ou que simplesmente são muito bons e merecem ser comentados.

Leia o resto deste post »


Jogando um pouco de tudo

16 Maio, 2008

A quantidade de jogos excelentes que existem hoje em dia é gigantesca. Isso, aliado à falta de tempo de alguns jogadores, que também trabalham e estudam, gera pessoas desesperadas para acabar logo com alguns games e assim poderem curtir outro que ainda esteja na caixa. Dessa forma terminam-se vários jogos aproveitando muito pouco cada um deles.

Como quase nunca é possível zerar esses jogos rapidamente, eles são abandonados pela metade, e não ganham mais atenção. Em raros casos onde dá para finalizá-los em poucas horas, isso é feito de forma desleixada e assim detalhes ou curiosidades interessantes passam despercebidos.

Com o uso de emuladores as coisas se agravam muito. No caso de RPG’s, por exemplo, as batalhas se tornam meras formalidades, onde você simplesmente mantém apertados os botões de ataque e aceleração da rom, ganha alguns níveis, e perde toda a diversão (ou chatice em alguns casos) que uma luta trás. Conversas longas, onde todo o enredo é explicado, são ignoradas em prol do termino rápido do jogo. Npc’s que ficam rondando a cidade perdem sua função, como quase nunca dão informações úteis, não há porque gastar tempo com eles.

Há ainda a questão dos detonados. Cinco minutos procurando um item ou cidade no mapa, que seja fundamental para continuar a campanha, já são suficientes para tirar a paciência de muita gente, que logo apelam para a Internet em busca de ajuda. Side quests ou itens que dariam extremo trabalho (e prazer) de serem encontrados são facilmente alcançáveis através desse recurso.

Eu acredito que seja uma dessas pessoas que joga um pouco de tudo. Não que trabalhe, ou me ocupe muito com os estudos, mas não consigo parar e jogar um bom jogo como se nada mais no mundo existisse, como antigamente quando passava horas em frente à televisão jogando Chrono Cross durante o dia para poder jogar Silent Hill de madrugada. É inegável que eu continuo me divertido tanto quanto antes, Mas gostaria de aproveitar alguns jogos clássicos da forma que eles merecem. Sem pressa nem pressão.

Felizmente o número de jogos clássicos, e novos também, que valem a pena serem jogados somente cresce, enquanto o tempo livre fica cada vez mais curto.

No final a questão é: Vocês aproveitam bem os jogos que têm disponíveis, ou tentam conhecer o maior número possível deles?


Flash Flash Revolution

10 Maio, 2008

Para quem não está acostumado com jogos orientados a dança, basicamente cada fase é uma música e para adquirir pontos é necessário apertar uma série de botões no tempo certo. As músicas que você pode jogar, a quantidade de botões que você precisa apertar e a maneira como é tratado o seu acerto varia de jogo pra jogo.

Acredito que eles sugiram primeiramente para arcade, onde você de fato dançava, quando setinhas voavam no seu display e você tinha que apertar botões em um pad no chão usando os pés.

Muito provavelmente, lançaram as versões de videogame para que as pessoas pudessem treinar em casa seus passos de dança (a sequência de botões, na verdade), assim não dava para fazer feio quando fossem gastar “as fichas” no arcade. No entanto, muitos dos jogos de hoje não tem exatamente um vínculo com uma versão em arcade, ou seja, o pessoal joga só pelo prazer de apertar as setinhas no tempo certo.

Depois de jogar Guitar Hero no nintendo Wii de um amigo, resolvi encontrar algum jogo do gênero que fosse gratuito. Daí lembrei de um site que fornecia tal jogo, o qual eu tinha encontrado há uns anos atrás.

O game em questão é o Flash Flash Revolution.

É uma versão genérica do Dance Dance Revolution feita em flash. Tem um sistema de créditos para comprar novas músicas, modo multiplayer via internet, etc.

No lado direito tem um painel com os gêneros de música (Dance, Dance II, Funk, Arcade, Rock, Classic, etc) e ao clicar em cada um é possível ver a listagem de músicas. Algumas músicas que devo sugerir pra quem vai começar a jogar:

Gênero – Nome (Linha, Coluna)

Arcade – Super Mario 8 Bit (1, 2)

Dance – Free Space (1, 1)

Dance – Trip to the Moon (1, 3)

Rock – Switchback [Página 2] (1, 1)

Em geral as músicas fáceis se encontram na primeira página de Dance 1, na segunda página de Rock e perdidas por aí em Arcade.

Apesar do jogo ser muito bom, alguns detalhes deixam a desejar como, por exemplo, a interface não intuitiva. Digo isso porque para jogar multiplayer com amigos, demorei muito tempo para explicar como escolhe uma música. Além disso, dependendo da situação que você se encontra nos menus, alguns botões não respondem de maniera apropriada. Em adição, as músicas são ordenadas por ordem de desenvolvimento e não por dificuldade, portanto é uma grande barreira pra quem está começando (já que 80% das músicas são níveis avançados). Fora isso, tirando “fatores sociais”, a engine do jogo é ideal.

Talvez o grande problema do jogo foi ter sido feito ingenuamente como um projeto pequeno em flash e acabou crescendo demais. Salvo todas as críticas, o jogo é muito bom.

Não deixe de postar aqui as suas dúvidas e comentários.


Pygame Tutorial – Parte 2

4 Maio, 2008

Na segunda parte do tutorial sobre Pygame veremos como adicionar e mover objetos na tela. Usaremos principalmente as classes Surface e Rect.
Uma breve descrição das classes.
Surface: Os objetos da classe Surface são usados para manusear imagens. Podem ser criados diretamente através de pygame.surface.Surface ou indiretamente, a partir de uma imagem guardada em disco com pygame.image.load ou na criação da janela do jogo com pygame.display.set_mode.
As imagens carregadas com pygame.image.load podem ser de qualquer tipo, dentre os mais comuns, bmp, jpg, gif, png e alguns outros. As transparências são automaticamente criadas para imagens que as permitem. É recomendado o uso dos métodos convert e convert_alpha que convertem a quantidade de bytes por pixels da imagem para a mesma da tela, o que facilita a impressão.
O método mais importante dessa classe e o blit. Com ele você pode imprimir uma imagem em outra, o que é feito com freqüência na Surface da tela.
Rect: A classe Rect e simplesmente a abstração de um retângulo. Nela há dados como x e y, que são as posições inicias do retângulo, e w e h, que são a largura e altura do seu retângulo. Há também métodos para checagem de colisão, movimentação e união.

Abaixo eu mostro o resultado do programa de exemplo, que é simplesmente uma bola se movendo na tela.

Leia o resto deste post »


Can Wii Dance?

3 Maio, 2008

O fato é: uma empresa chamada Peekaboo Pole Dancing resolveu criar um jogo sobre pole dancing para Wii.
Sim. Depois do Wiimote, Wii Wheel, Wii Fit vem aí o Wii Alzira.

Pra convencer o pessoal que o produto vale a pena, fica uma demonstração de um dos kits. O vídeo é ótimo. Em vários sentidos.

Leia o resto deste post »


Show Me Do

2 Maio, 2008

Programação parece ser uma área bem complicada. Mas deve ser muito excitante descobrir como são feitos aqueles programas que você usa o dia todo (leia-se jogos). Como você não tem “choice (idade, tempo, inteligência, dinheiro, saco)” pra fazer uma faculdade relacionada a isso, você procura aquele seu amigo entendido do assunto e implora pra que ele te explique alguma coisa. Fazendo isso, você só confirma a sua teoria que computação parece ser uma área bem complicada. Seu amigo te explica tudo, pergunta se entendeu, você responde que não, ambos se irritam e ninguém se entende mais.

Uma olhada rápida na Internet resulta numa infinidade de livros com conteúdo bizarro e impossível de acompanhar. Tenta assim mesmo por alguns minutos e desiste logo em seguida por sentir que não esta conseguindo entender mais nada. Baixa alguns códigos simples e lembra quer você não sabe o que é um “while”.

No final do dia, encontra um site chamado Show Me Do, lá tem muitos vídeos-aula sobre programação para iniciantes, principalmente numa linguagem chamado Python que você já ouviu falar muito bem e até mesmo alguns sobre jogos. Engraçado encontrar poucos sobre aquele de fazer jogo pra celular.

Você finalmente consegue começar com os seus estudos e já é capaz de voltar a ler aquele livro que tinha abandonado.

Quando percebe, já esta trabalhando em um grande N japonês que desenvolve alguns dos jogos mais inovadores dos últimos tempos, sem se preocupar com gráficos e outros supérfluos, focando principalmente na jogabilidade.

Depois acorda e vê que o final é mentira.

Kibado do Julião da comunidade GDP Ufes no Orkut.